O pastor

(continuação do post anterior)

No regresso, pela ‘Senda del Cares’ nos Picos da Europa, tivemos a felicidade de encontrar um pastor que tinha acabado de descer do pasto de montanha onde tinha estado com as suas ovelhas e cabras. Vem passar uma noite à povoação e regressa para a serra na tarde do dia seguinte. Bem habituado a andar pela montanha estava ele, que me deixou esbaforido com o seu ritmo a andar! Deixou as ovelhas no monte, à solta, esperando que nada de mal lhes aconteça durante a noite. Porque este ano os lobos já lhe comeram sete animais, só a ele! Muito vê, e sente ele, dias a fio, sozinho na lá em cima com os seus animais. Contou-nos que no dia anterior tinha surpreendido um lobo a comer um rebeco acabado de matar. De Inverno a lareira está sempre acesa para lhe aquecer a casa, de pedra. Passa as noites encostado tanto quanto pode ao calor. Nem imagino o frio que deve sentir. De Verão passa lá meses seguidos sem descer às povoações, e os mantimentos de que precisa são lhe levados usando burros. Despedimo-nos no final no percurso, volvidos a perto de Poncebo e agrademos-lhe as histórias que nos contou. Com tanta conversa, e tantas histórias, esquecemo-nos de lhe perguntar o nome, ao pastor da montanha…

caminhando de volta

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