Provando a Austrália…

8/11/2013

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Há um ano atrás regressava a Portugal depois de três semanas na Austrália. Foram as melhores férias de sempre. Um ano depois, ainda acho que foram. Foi uma viagem ao outro lado do mundo, vinte e seis horas de avião, dezasseis mil e duzentos quilómetros, dez fusos horários, e algumas refeições manhosas.

Uma vez lá, a nossa viagem pela Austrália foi como pedir o pijama de sobremesas num restaurante gourmet. Tanta delícia para adoçar a boca i.e. tanto sítio novo para experienciar, que acabámos por decidir comer um bocadinho de cada sítio. E fomos ficando satisfeitos, um bocadinho de cada vez.

Experimentámos cidade, praia, mar, campo, selva, rios, campismo, hostel, campervan, carro, jipe, avião, barco, ver a lua cheia na praia em Stradbroke Island, ver o pôr-do-sol sobre as plantações de cana-de-açúcar de Mackay, acordar na tenda e fugir do calor, caminhar na floresta, baptismo de mergulho, procurar Koalas nos eucaliptos, ver lagartos a acordar ao sol, esperar pelos ornitorrincos, vislumbrar desde o carro um Kanguru a saltar, ter a visita de um Dingo ao jantar na praia, dormir com mosquitos e moscardos, a Ópera de Sidney, a Grande Barreira de Coral (cada vez mais destruída…), o sotaque Australiano, os adeptos de rugby, a cerveja cara, as florestas de eucaliptos, conduzir 2000km numa semana, voar outro tanto, estivemos em Brisbane, conduzimos até Cairns, voámos para Sidney, e para Fraser Island de barco, estações de serviço, aeroportos, rent-a-car, conduzir na praia, em areia, no alcatrão, desviar dos buracos, horas a fio parados por obras na estrada, um cappuccino do Alberto para pequeno-almoço, refeições de enlatados à beira da estrada, o melhor hambúrguer de sempre – numa estação de serviço -, as Joe’s Pies em Sidney, noodles instantâneos para jantar na traseira da camper, ver baleias da praia, tartarugas e medusas nas baías das falésias, ir ao mar, aquela mar azul e brilhante do Pacífico, calções e chinelos em permanência, acordar a meio da noite com a barulheira dos morcegos da fruta e despertar a maldizer as catatuas, dos trópicos de Eungella ao clima temperado de Sidney, visitar amigos, reforçar laços, planear viagens futuras, negar a despedida inevitável… Três décadas celebradas na praia, ao pôr-do-sol, com espumante barato e os melhores amigos.

Fica-se cheio, e ainda com vontade de continuar a comer…

 Foi esta diversidade que fez desta viagem algo inesquecível: a variedade de locais, a versatilidade que tivemos de ter, as opções e a sensação que tudo valeu a pena. Fica tão longe… mas dá tanta vontade de voltar lá depressa.

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Foi em grande parte graças ao Alberto e à Paola que esta viagem foi tão espantosa e a eles quero agradecer a companhia, os risos, a logística, a comida, o companheirismo, a troca de experiências de vida, a força que eles têm e a força que nos deram.

AUS-letraselugares-24Grazie mille, fratelli!

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