Uma imperial ao fim do dia

Lisboa, 15/6/2013

Estão dois jovens guineenses a discutir política na mesa ao lado. Um deles tem chuteiras e calções de futebol, com meias altas de um verde vibrante. O outro, camisa às riscas e botas pretas. Na mesa em frente quatro velhotes discutem calmamente, rindo das memórias de cada um. Um deles repara que já são oito horas e abalam os quatro, cada um para sua casa jantar. Em reflexão, constato que existem aldeias em Portugal que caberiam inteiras só aqui na Alameda. É brutal a desproporção entre os territórios urbanos em Portugal. Sentado na relva, um grupo de famílias indianas aproveita o último sol do dia. Três homens, um deles mais jovem, três mulheres de saari e várias crianças. Miúdos brasileiros brincam no parque infantil, misturados com outros, portugueses, africanos, asiáticos, com ou sem os pais. Um bocadinho do mundo cabe nesta praça de Lisboa. A dimensão das grandes cidades tem destas coisas: engloba gente de todo o mundo, é possível ver, conhecer e aprender um pouco de muitas culturas. É poder viajar sem sair da própria cidade.

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